Brasília - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sinalizou que o governo Jair Bolsonaro (PL) não pretende distribuir autotestes para detectar a Covid-19 pelo SUS.
"O Brasil é um país muito heterogêneo, de muitos contrastes. A alocação deste recurso para aquisição de autoteste, distribuir para a população em geral, pode não ter resultado da política pública que nós esperamos", disse o ministro à imprensa.
Pressionada pela alta procura por exames causada pelo avanço da variante ômicron, o ministério pediu na quinta-feira (13) para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamentar o produto já utilizado há meses em diversos países.
Esse tipo de teste não é autorizado no país por causa de uma resolução da Anvisa de 2015. Pela regra, o ministério precisa propor uma política pública para liberar a entrega dos exames ao público leigo.
"É assunto pacificado a necessidade de disponibilizar novos testes nas farmácias", disse.
'DESPACHANTE'
Em meio ao atrito entre o Palácio do Planalto e a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a imunização das crianças de 5 a 11 anos, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou neste sábado (15) em João Pessoa, que não é "despachante" do órgão regulador, ao rebater crítica pela demora no início da vacinação das crianças. A Anvisa autorizou a aplicação das doses pediátricas em 16 de dezembro.
"Quantos medicamentos, dispositivos ou produtos têm registro na Anvisa e não fazem parte das políticas públicas? O ministro da Saúde não é um despachante de decisão de Anvisa nem de agência nenhuma", afirmou Queiroga.