Pequim - O Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Pequim recomendou que os moradores da capital chinesa deixem de receber correspondências e produtos comprados no exterior depois que amostras da variante ômicron foram detectadas em uma carta vinda do Canadá.
Entre as orientações, o CDC pediu que pacotes e envelopes sejam manuseados sempre com máscaras e luvas, de preferência do lado de fora das casas e, se possível, depois de terem sido higienizados.
Segundo as autoridades, a mutação do coronavírus foi identificada na correspondência recebida por um homem que é o primeiro paciente a receber o diagnóstico da variante em Pequim. O caso foi confirmado no sábado (15).
"Não descartamos a possibilidade de que a pessoa tenha sido infectada ao entrar em contato com um objeto do exterior", disse Pang Xinghuo, vice-diretora do CDC.
Essa teoria, no entanto, é considerada altamente improvável pela maioria dos cientistas. Embora amostras colhidas de superfícies possam produzir um resultado positivo em testes de detecção, não necessariamente com carga viral suficiente para infectar uma pessoa.
A confirmação do diagnóstico em Pequim levou as autoridades da capital chinesa a realizarem uma força-tarefa para identificar a possível origem da contaminação. As equipes souberam que o paciente ocasionalmente recebia correspondências do exterior, de modo que os investigadores examinaram o material enviado pelo correio. Segundo o CDC, 69 contatos próximos receberam resultado negativo, assim como 16,5 mil pessoas que estiveram nos mesmos ambientes que o homem frequentou nos últimos dias.
Um porta-voz do governo admitiu que o caso em uma cidade de 21 milhões de habitantes soa um alarme devido à proximidade dos Jogos de Inverno, previstos para começar em três semanas.