11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Fortuna dos 10 homens mais ricos dobrou durante pandemia

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Desde que a pandemia eclodiu em março de 2020, um novo bilionário surgiu quase todos os dias. As fortunas dos 10 homens mais ricos do mundo - incluindo Elon Musk, Jeff Bezos e Bill Gates - mais que dobraram para US$ 1,5 trilhão, tornando-os seis vezes mais ricos do que os 3,1 bilhões de pessoas mais pobres do mundo, disse a Oxfam em relatório para embasar discussões online de políticos e empresários do Fórum Econômico Mundial, a ser realizado em março em Davos, Suíça. 

Enquanto isso, mais 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza durante a pandemia, disse a instituição, citando números da lista dos bilionários da Forbes de 2021 e do Banco Mundial.

"A pandemia tem sido uma bonança bilionária", disse a diretora executiva da Oxfam Internacional, Gabriela Bucher. "Quando os governos fizeram os pacotes de resgate e injetaram trilhões na economia e nos mercados financeiros para apoiar a economia para todos, o que aconteceu é que muito disso foi para os bolsos dos bilionários". A Oxfam tem representação também no Brasil.

Os 10 homens mais ricos do mundo têm hoje seis vezes mais riqueza do que os 3,1 bilhões mais pobres do mundo. No Brasil, os 20 maiores bilionários do país têm mais riqueza do que 128 milhões de brasileiros (60% da população).

O desenvolvimento de vacinas tem sido uma das histórias de sucesso da pandemia, mas Bucher disse que foram "acumuladas pelos países ricos" que buscam proteger os monopólios farmacêuticos.

Um imposto único de 99% sobre os 10 homens mais ricos poderia render mais de US$ 800 bilhões e ser usado para financiar esse esforço e outros gastos sociais progressivos, disse o grupo. O dinheiro "poderia pagar vacinas para todo o mundo, ter sistemas de saúde para todos", disse Bucher.