A Secretaria Municipal de Saúde aguarda parecer da Secretaria de Negócios Jurídicos para formalizar o contrato emergencial que visa recrutar aproximadamente 200 profissionais de saúde a fim de reforçar os atendimentos em meio à escalada de casos de Covid-19 em Bauru. Parte deste contingente deverá ser destacada para garantir a retomada do funcionamento do 'mini-hospital', denominação dada ao serviço que aglutina o Pronto-Socorro Central (PSC) e o Posto Avançado Covid-19 (PAC).
Segundo a secretária municipal de Saúde, Alana Trabulsi Burgo, se todos os trâmites correrem como esperado, o 'mini-hospital' será reaberto até o fim desta semana, com nove leitos de enfermaria para internação de pacientes, antecipando a possibilidade de as vagas disponibilizadas no hospital de campanha instalado no Hospital das Clínicas e na Unidade de Cuidados Respiratórios (UCR) do Hospital Estadual não darem conta de toda a demanda.
Outros profissionais contratados emergencialmente servirão para cobrir os turnos de servidores que estão ou estarão afastados nas próximas semanas por infecção de Covid-19. Conforme o JC divulgou, na última sexta-feira (14), 101 funcionários da saúde estavam de licença médica, após testarem positivo para a doença. Há, ainda, previsão para estender o horário de atendimento de mais cinco unidades básicas de saúde, com reforço destas equipes a serem contratadas.
De acordo com Alana, os profissionais que serão chamados são médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem e técnicos de farmácia. Uma pesquisa de preços foi realizada pela prefeitura, sendo que duas empresas, uma de Lins e outra de Florianópolis, manifestaram interesse em prestar o serviço. A que ofereceu o menor preço e que deverá assumir o contrato, se houver aprovação do Jurídico do município, é a empresa de Lins. A secretária não informou o valor a ser investido pelo município.
EQUIPES
Do total de 200 profissionais, cerca de 50 serão destacados para trabalhar no 'mini-hospital', considerando que cada equipe mínima, em 12 horas de plantão, é composta por dois médicos, seis enfermeiros, 15 técnicos de enfermagem e um técnico de farmácia. "Se o Jurídico aprovar a execução do contrato, e esta análise é uma prioridade agora, chamaremos imediatamente a empresa que apresentou a melhor proposta", frisa.
Alana explica que o 'mini-hospital' irá funcionar da mesma maneira que operou no ano passado, ou seja, será um serviço de 'porta fechada', que receberá casos encaminhados por unidades de urgência e emergência, como é o caso das UPAs Geisel e Bela Vista, referências para casos de Covid-19. Porém, ao menos inicialmente, manterá somente leitos de enfermaria, sem suporte ventilatório para pacientes mais graves intubados.
A secretária esclarece, ainda, que o PAC continuará funcionando como posto de testagem para Covid-19, com atendimentos realizados a partir de agendamento prévio no site da prefeitura. "A partir desta semana, haverá atendimento médico para pacientes que testarem positivo somente em alguns horários e, quando não houver, a própria secretaria emitirá o atestado e receita médica, que serão encaminhados por WhatsApp ou e-mail, por meio da Ouvidoria da Saúde", detalha.