Era uma tarde de sábado, um calor escaldante. Toquei a campainha da casa que apresentava pinturas coloridas sobre o muro, dando-me a compreender sem esforço algum que ali habitava alguém muito especial que certamente "exalava" ares de admirável e constante alegria. Num instante o portão se abriu, ela apareceu sorridente, cabelos negros e soltos, com um sorriso extravagante e natural. Me pergunta. - Olá, pois não, o que deseja? - Meio surpreso e assustado, sem jeito e com os batimentos cardíacos bastante acelerados em decorrência da encantadora e admirável presença. - Ah, sim. Tudo bem? O seu esposo se encontra. Por gentileza, diga que é o Peregrino. - Ah! o Peregrino...hahahaha. - OK, vou chamá-lo.
Depois daquele dia a sensação que ficou foi a de que numa outra época ela poderia até ser enforcada e queimada viva, tão somente e, simplesmente, por causa de sua beleza e leveza no olhar, semelhantemente, como uma das belas bruxas da idade média. Ah!, e sobre meu interior, possivelmente, "uma pedra de cristal da cor roxa se brotou".