Tenho acompanhado, através da televisão, inúmeros debates sobre a China, onde especialistas nas mais diversas áreas são indagados pelo entrevistador que, mediante de sua retórica, não se furtam de fazer sempre a mesma pergunta aos entrevistados - Qual é a dimensão do poder da China no mercado mundial? A resposta dos analistas, independentemente do ponto de vista de cada um, sempre acaba resvalando, como não poderia deixar de ser, nos Estados Unidos. Sem deixar de mencionar de uma forma discreta que a Rússia, na pessoa de seu Presidente Vladimir Putin, é um elo a ser atado ou desatado pelos norte-americanos, dependendo de que lado a Rússia se posicione.
Levando em conta que a China, na pessoa de seu presidente Xi Jinping, pode ser a bola da vez, a ser tocada pelo presidente Joe Biden, parece longe a possibilidade de um acordo, em vista da sinuca de bico, em que se encontram. Uma briga de dois oponentes, alocados em territórios estratégicos, considerado num linguajar popular, como uma briga de cachorro grande.
A China não têm o objetivo de dominar o mundo, pelo contrário, eles querem apenas expulsar os Estados Unidos da Ásia. Quanto a isso, há um consenso geral entres os entrevistados, que consideram a China como o maior milagre econômico da história da humanidade, diante do que representa para a economia mundial.
Ela quer apenas se projetar e mostrar a importância que representam ao mundo. Por métodos próprios, sem se espelhar no modelo soviético, a China conseguiu tirar da pobreza milhões de chineses. Não chega ser um exagero dizer que a China não tem a pretensão de querer substituir os Estados unidos do staff de líder mundial. O que ela questiona enfaticamente são dois pontos - Livre Comércio e Direitos Humanos.
Considerando que não tem o poder que gostaria de ter, no Fundo Monetário Internacional (FMI) criou o Banco do BRICS, com sede em Xangai, na China. Um banco operado no Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, como alternativa ao Banco Mundial e ao próprio FMI, como opção na mobilização de recursos. A China sabe o valor que desfruta, no tocante a eficiência da sua infraestrutura, no tocante a produção em bens de consumo.
Não por acaso é considerada a segunda maior economia do planeta, onde consegue ter um crescimento na ordem de pelo menos 4% ao ano, mesmo em tempos de pandemia. Conhecida como "o país do centro", já ultrapassou os Estados Unidos em alguns aspectos, devido a variedade de produtos produzidos. Qual país consegue acompanhar o ritmo da China?
Falando em uma energia alternativa, no tocante a maneira de se produzir uma energia limpa e inesgotável, do ponto de vista de salvaguardar a natureza, a China anuncia a criação do "sol artificial", através de um reator de núcleos atômicos. A energia de fusão nuclear é uma busca de vários países, há décadas, na tentativa de torná-la realidade.
O equipamento denominado como HL-2M Tokamak está localizado na cidade de Chengdu, capital da Província de Sichuan, no sudoeste da China. Ele é capaz de gerar uma temperatura de 100 milhões de graus Celsius, enquanto o núcleo do sol, gera em torno de 15 milhões de graus Celsius, daí o nome de sol artificial. Para entender o feito chinês, é preciso explicar que a fusão nuclear, é um processo no qual o núcleo de dois átomos leves, se unem para formar um núcleo mais pesado. A China têm exaltado seu programa de energia por fusão nuclear, pretendendo construir um protótipo até 2035, e iniciar o uso comercial em larga escala até 2050.
Voltando à realidade brasileira, diante da frase - Quando o segundo sol chegar, para realinhar as órbitas dos planetas, inserida na letra da música, "O segundo sol", interpretada pela Cássia Eler, me faz refletir - Teremos a revelação de uma astronomia artificial?
Será também o nosso retorno às escolas, para aprender o Mandarim, língua oficial da China? Enquanto pensamos, eu desejo a todos os leitores um Z?oshang h?o! (Bom dia!)