Milão - Amanhã começa a eleição do 13º presidente da República, em substituição a Sergio Mattarella, de 80 anos, cujo mandato chega ao fim em 3 de fevereiro. E ontem a primeira baixa: O magnata das comunicações Silvio Berlusconi anunciou neste sábado (22) a retirada de sua candidatura dois dias antes do início da votação no Parlamento.
IMPREVISÍVEL
O resultado é imprevisível, seja porque a escolha ?realizada pelo Parlamento e por representantes estaduais? passa pela fragmentação do sistema partidário italiano, seja porque as regras da votação propiciam situações inesperadas. Para começar, não existem pré-candidaturas. Os 1.009 "grandes eleitores", como são chamados os deputados, senadores e delegados regionais, podem escolher qualquer cidadão italiano com 50 anos completos e que goze dos direitos políticos e civis.
Para o voto secreto, cada um recebe uma cédula em branco, na qual pode escrever o que quiser ?inclusive piadinhas. Todas elas depois serão lidas em voz alta no plenário pelo presidente da Câmara, responsável pela apuração.
Sai vencedor o nome que obtiver dois terços dos votos (673). Se ninguém conseguir a marca até o terceiro escrutínio, a partir do quarto passa a valer a maioria absoluta (505). Não há limite, em 1971, por exemplo, foram necessárias 23 delas para a eleição do presidente Giovanni Leone.