Descartes, filósofo e matemático moderno, dizia que era "uma coisa que pensava". Junto ao corpo material (ou extensão) havia a coisa (ousia) pensante viva e criativa! Matéria pulsante e pensamento criativo vivem num mundo real, concreto e dialético!
Não é possível separá-los e, segundo o pensador francês, no cérebro, a glândula pineal encarregava-se de articular a matéria sagrada, dita corpo, à mente pensante e mui real! Diante disso, cuidar da "corporeidade" dos seres vivos é de importância vital e social! Qualquer agravo ao corpo vivo gera incômodos que podem chegar até à morte fatal!
A biologia evidencia que atacar a aranha sem matá-la leva o animal a notável feito! A aranha mutilada consegue fazer a teia, não como outrora, mas agora com defeitos.
Nós, humanos, sabemos que é virtuoso cuidar do corpo sofrido quando não falecido. A saúde é valor inestimável para o indivíduo e a sociedade próspera e equilibrada.
Tristes daqueles que fazem da morte, meio de vida, propagando crenças infundadas, na esperança de escaparem das incertezas e circunstâncias da vida real sofrida!
Esquecem muitos de lutar por um mundo melhor, aqui e agora, e caem em aporia.
Salve, salve, quem, diante das mazelas humanas, procura mitigar a dor do alheio corpo. Acudir, como fazem milhares de pessoas, os deserdados, apartados e esfarrapados é o caminho daqueles que pensam no sofrimento do corpo mortal dos ofendidos!
Cada vez mais, compreende-se hoje o alerta do pensador que dizia em altos brados: "A matéria viva pensa"! O ágil gato pensa em sua vida quando foge do cachorro irado. A gente pensa, sente, ama, revolta-se, levanta-se de tombos enormes, até que acorda! E, cai na realidade inevitável, quando a matéria chega ao limite e a vida morre no corpo!
A "vida verdadeira" nos abala e nos coloca diante da realidade do destino imponderável!
Pensar assusta, pensar gera reflexão crítica, pensar leva a ver o valor da matéria corporal!
O autor é colaborador de Opinião.