Desde a última sexta-feira (21), Bauru enfrenta um calorão seco, o que é atípico para o verão. Sem chuvas para amenizar os efeitos das altas temperaturas, especialmente dos 35,3 graus registrados durante as tardes desta segunda-feira (24) e de domingo (23), o bauruense tem sofrido. E o alívio para essa situação, segundo o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet) da Unesp, deve vir mais perto do final da semana, com a chegada de uma frente fria na noite desta quinta-feira (27) e também de precipitações mais volumosas.
Até lá, conforme o IPMet, a cidade permanecerá ensolarada e registrando temperaturas máximas na casa dos 32 graus. Já a mínima prevista para todos esses dias é de 21 graus.
PRECIPITAÇÕES
A chuva que deve trazer alívio mesmo para Bauru ocorrerá, ainda segundo o Centro de Meteorologia, na noite desta quinta-feira. Mas, como é verão, a possibilidade de garoas isoladas e de curta duração não está descartada para esta terça (25) e quarta (26).
Já a sexta-feira (28) amanhecerá com nebulosidade. Na data, os termômetros devem marcar 28 graus de temperatura máxima e 20, de mínima. No sábado (29), o dia deve permanecer encoberto por nuvens mais uma vez, com amplitude térmica pequena, entre 20 e 26 graus.
Inclusive, há possibilidade de chuvas fortes nesses dois dias. A precipitação acumulada pode alcançar até 100 milímetros, considerando sexta e sábado, o que já acende um alerta para possíveis inundações nos tradicionais pontos críticos de Bauru, como as avenidas Nações Unidas e a Comendador José da Silva Martha.
LA NIÑA
Meteorologista do IPMet, Fernando Tavares explica que o calor intenso do verão é, geralmente, aliviado com a ocorrência de chuvas, o que não acontece em Bauru desde a quinta-feira (20) da semana passada.
"Deveria estar chovendo muito mais, por ser janeiro. É difícil passar tantos dias assim sem chuva e com tanto calor", comenta.
"O que temos por aqui é a atuação de uma massa de ar quente e seco. Acredito, inclusive, que é mesma que provocou o intenso calor no Rio Grande do Sul nos últimos dias. Um provável efeito do La Niña", conclui Tavares.