10 de julho de 2026
Nacional

Com colegiado feminino maior, a OAB-SP emplaca duas advogadas em comissões federais de destaque

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Pela primeira vez, duas advogadas paulistas vão presidir as comissões federais de Direitos Humanos e de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Silvia Souza e Alessandra Benedito, respectivamente, vão liderar pautas consideradas essenciais à defesa da democracia e da constituição. Os mandatos vão até 2025. Além delas, a OAB-SP também conseguiu emplacar o advogado Alberto Toron na Comissão Nacional de Garantia do Direito de Defesa.

Segundo Silvia, a escolha por duas mulheres negras para posições tão relevantes no cenário nacional significa um avanço na paridade de gênero. "Para mim representa uma ruptura dentro de uma estrutura que tem suas raízes no patriarcado, cuja presença de mulheres era muito menor. Mas hoje temos um colegiado de metade de mulheres, isso nunca aconteceu na história da OAB", comenta.

A presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos afirma defender pautas conectadas com a defesa da constituição, da justiça social e da democracia. "Também vamos trabalhar em eixos transversais com outras comissões os direitos da pessoa com deficiência, da pessoa LGBTQIA , dos povos indígenas e originários e também, obviamente, os direitos fundamentais, como saúde e educação".

Segundo a presidente da OAB-SP, Patricia Vanzolini, o objetivo é trabalhar em conjunto com o Conselho Federal, fazendo críticas construtivas e apoiando medidas de renovação. "É com muito orgulho que vemos duas advogadas jovens, recém chegadas em seus mandatos na OAB-SP, mas com trabalhos referenciais, ocuparem esses espaços", afirma.

ANO ELEITORAL

Segundo o vice-presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, a entidade terá papel fundamental em 2022, especialmente no combate às fake News relacionadas aos direitos fundamentais dos cidadãos. "Nós temos pela frente um ano eleitoral, com um governo que tem uma visão muito peculiar dos direitos humanos, retrocedendo em várias pautas. Nós acreditamos que será um debate público acalorado. O papel da OAB será especialmente informativo, para esclarecer a população sobre o que são direitos humanos, a importância delas, tirar todos os preconceitos e combater as más informações", explica.