09 de julho de 2026
Esportes

Final opõe recorde de Nadal e favoritismo de Medvedev


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Aguardada por anos no circuito masculino, a passagem de bastão da maior geração de tenistas da história para os seus sucessores tem acontecido paulatinamente. Começou com sinais tímidos e demorou para que Roger Federer, 40 anos, Rafael Nadal, 35 anos, e Novak Djokovic, 34 anos, passassem a ser seriamente ameaçados por jogadores mais novos nos torneios do Grand Slam.

É verdade que esses veteranos ainda estão - ou estiveram há pouco tempo, no caso de Federer - na disputa pelos principais troféus, mas os títulos importantes conquistados pelos mais novos e os grandes duelos protagonizados entre eles se tornaram cada vez mais frequentes.

O Australian Open 2022 serve bem de exemplo. Sem a presença do favorito e barrado por não ser vacinado contra Covid-19 Djokovic, o torneio teve partidas memoráveis entre tenistas jovens de idades variadas. Por exemplo, os embates de cinco sets entre Carlos Alcaraz, 18, e Matteo Berrettini, 25, e entre Felix Auger-Aliassime, 21, e Daniil Medvedev, 25.

Medvedev, que virou uma desvantagem de dois sets diante de Aliassime nas quartas de final e depois superou outro duelo tenso, contra Stefanos Tsitsipas, 23, nas semifinais, avançou à decisão em busca do segundo título consecutivo de Grand Slam - é o atual campeão do Aberto dos Estados Unidos.

Seu adversário na final, às 5h30 (de Brasília) de domingo (30), será Rafael Nadal. O espanhol tem a chance de desempatar o recorde masculino de títulos de Grand Slam que atualmente divide com Djokovic e Federer: cada um dos três possui 20.

Rafael Nadal comemora vaga na final do Australian Open após superar Matteo Berrettini. É emblemático que o espanhol, dono de um único troféu em Melbourne levantado há 12 anos, não chegue como favorito desta vez. Ele estava nessa posição na final do US Open de 2019, quando Medvedev, em sua primeira decisão de Slam, conseguiu levar o jogo a uma batalha de cinco sets antes de ser superado.

Nadal, por enquanto, minimiza o total de troféus. Prefere valorizar a alegria por voltar a se sentir competitivo e lutar por um grande título após as adversidades.

Já Medvedev também tem a sua chance de fazer história neste domingo. Ele poderá ser o primeiro tenista a ganhar seus dois primeiros Slams de forma consecutiva na era profissional.

Dois atletas com estilos, personalidades e objetivos diferentes, Nadal e Medvedev mostram que as gerações não precisam substituir rapidamente umas às outras. O tênis ganha com a coexistência delas no topo.