Buenos Aires - O presidente argentino, Alberto Fernández, anunciou, na manhã desta sexta-feira (28), que o país chegou a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a quem deve US$ 44 bilhões (R$ 236,7 bi). O montante é parte de uma dívida contraída na gestão anterior, de Mauricio Macri.
O país cumprirá o pagamento da parcela da dívida que vence nesta sexta, de US$ 731 milhões (R$ 3,9 bi). Em março ocorre o principal vencimento, cujo valor ainda está em negociação.
Fernández afirmou que o acordo "não restringe, nem limita ou condiciona os direitos de aposentados". "Também não nos obriga a uma reforma trabalhista. Promove nosso investimento nas obras públicas e não nos impõe chegar a um déficit zero."
O presidente argentino acrescentou que o acordo não colocará em risco "nosso gasto social nem nossos pedidos de financiamento". mas admitiu que a dívida "é impagável sem arriscar nosso presente e nosso futuro".