Londres - O jogo diplomático em torno da grave crise de segurança no Leste Europeu ganhou novas matizes nesta sexta (28), com os Estados Unidos ironizando o tom menos agressivo adotado pela Rússia acerca de suas movimentações militares na fronteira da Ucrânia.
Numa pouco usual entrevista online em que usou termos francos para falar da crise, o embaixador americano em Moscou, John Sullivan, afirmou que "se eu coloco uma arma na mesa e digo que venho em paz, isso é ameaçador, e é isso que nós vemos agora".
Ele se refere ao envio de um contingente de 100 mil a 175 mil soldados russos, mais equipamento, às fronteiras ucranianas para pressionar o Ocidente a aceitar um pacto de estabilidade no Leste Europeu.
Mais cedo, o chanceler russo, Serguei Lavrov, havia repetido que seu país não pretende invadir a Ucrânia, como dizem Kiev e os membros da Otan, a aliança militar de 30 países liderada pelos EUA, apesar de as opções militares terem sido explicitadas.
"No que depender da Rússia, não haverá guerra. Nós não queremos uma guerra. Mas não iremos permitir que [o Ocidente] ignore rudemente e pise nos nossos interesses", completou, ao falar com rádios russas.