São Paulo - Segundo Ione Alexim, oftalmologista do ICNE (Instituto de Ciências Neurológicas), existem dois diagnósticos para esse tipo de câncer: o unilateral, quando só acomete um dos olhos, e o bilateral, com ambos os globos oculares atingidos. Este último é o caso da filha dos jornalistas.
Trata-se de um tumor intraocular mais comum na infância. Ele atinge uma em cada 18 mil crianças e sua incidência no mundo é de 8.000 novos casos por ano, sendo 400 deles no Brasil. A doença pode ser herdada de um dos pais, em 25% dos casos, ou ser resultado de uma mutação nova, o que ocorre em 75% das vezes. "Os sinais iniciais mais frequentes são a alteração do reflexo vermelho que aparece quando tiramos uma foto, e o estrabismo", indica a oftalmologista.
Existem outros fatores de que algo errado pode estar acontecendo com a criança como quando ela fizer movimentos repetitivos com os olhos e com a cabeça para tentar enxergar melhor. O aumento do globo ocular também é outro sinal.
Existem também vários tipos de tratamento e isso vai depender do estágio do diagnóstico. Quando os pais descobrem cedo, logo nos primeiros meses de vida, e há preservação do globo ocular e de parte da visão, como é o caso de Lua, pode ser feito uma quimioterapia intra-arterial cuja medicação é colocada direto nos olhos de forma não tão invasiva. Por isso que os cabelos de Lua estão preservados.
"Ressalto que o tratamento é longo sendo importante acompanhamento por equipes de oncologia, patologia e radiologia intervencionista. Uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de químio aumenta as taxas de preservação do globo ocular. São ciclos mensais."
O mais importante de tudo é o diagnóstico precoce. Quando a criança nasce deve fazer o teste do reflexo vermelho na maternidade para verificar se os meios oculares permitem passagem adequada de luz e não têm alteração.