08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Lamento sem arrependimento

Agostinho Rodrigues Jr.
| Tempo de leitura: 1 min

Desde sempre surgem ocorrências surpreendentes boas, outras nem tanto. Pois bem, certo dia, estando no velório de um conhecido, despretensiosamente comecei a observar que o lamento de alguns era de maneira bastante "significativa" quanto à perda do ente querido. Fiquei inquieto e me dediquei a tentar entender o porquê daquelas lamentações. Pouco tempo depois soube que entre alguns deles, num determinado momento com o falecido, tiveram pendências entre si. "Em suas diferenças eles não se retrataram, não se perdoaram e nem arrependimentos tiveram. O tempo para eles, simplesmente, parou". Aí então a razão de tanto choro e planto desproporcional.

Entrementes, nesse mês fui tristemente surpreendido com a partida do Gustavo. Em seu funeral, observei também um expressivo número de jovens que fortemente lamentavam a partida dele. Assim, de igual modo ao velório anteriormente narrado, me empenhei em saber o porquê das lamentações. - Agora, faço o registro sobre algo, o qual penso que devo guardar em meu coração. Ali, na despedida do "Gu", não havia ninguém desesperado e ansioso por pedir desculpas ou perdão, muito menos em se retratar, "acertar contas pendentes", que não foram resolvidas com ele. O Gustavo, de maneira natural, deixou um legado a todos que conviveram com ele. E esse seu legado deve também ser o meu: "A amizade é incrível, todos devemos vivê-la de maneira única na sua mais pura simplicidade".

Por essa e por outras razão esse garoto haverá de ser sempre o meu, o nosso, menino amável e amado por todos! "Todavia, não devo deixar de me reconciliar quando as adversidades se nos baterem à porta, pois o amanhã poderá ser tarde demais...". Para mim, um ato de sabedoria..."