08 de julho de 2026
Internacional

Rússia acusa Ocidente de a 'ignorar'

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Moscou - Depois de fazer manobras militares em Belarus, na Crimeia e junto ao leste ucraniano, o governo de Vladimir Putin abriu uma nova frente de pressão sobre Kiev: promoveu um raro exercício com tropas russas estacionadas na Transdnístria. Isso um pouco antes de um encontro com o presidente da Hungria, Viktor Orbán. E na primeira entrevista desde que a tensão no Leste Europeu aumentou, Putin disse que o Ocidente 'ignora' as principais preocupações da Rússia. Na coletiva, Putin também acusou os EUA diretamente de tentar "nos arrastar para um conflito armado" sobre a crise na Ucrânia, mas teve que ouvir que a "Europa não quer guerra" (leia boxe ao lado).

MANOBRAS

Diferentemente das manobras anteriores, a movimentação na Transdnístria gera medo não de uma invasão, mas sim da busca de um precedente para guerra.

Isso porque a região de 500 mil habitantes, 2/3 deles russos étnicos, conhecida como "a última república soviética" por manter símbolos do império comunista, não tem em tese musculatura militar para fazer qualquer ameaça à Ucrânia.

Estão baseados lá cerca de 1.500 soldados, 440 deles integrantes de uma força de paz e os restantes, responsáveis por guardar uma grande quantidade de armas no local. O território fica espremido entre o país e a Ucrânia. Desde 1992 é autônomo, e tem seu status garantido por tropas do Kremlin.

Com isso, é aberta uma nova frente de preocupações para o Ocidente, que teme uma invasão russa que Vladimir Putin nega ter interesse em promover.