10 de julho de 2026
Política

Reajuste: Suéllen pede prazo e impasse deverá ficar para a Câmara resolver

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo com as propostas da Prefeitura de Bauru e dos servidores municipais colocadas à mesa, ficou para a semana que vem a decisão sobre o dissídio de 2022 do funcionalismo. Mas a decisão do impasse sobre os índices deve ficar para os vereadores, o que fortalece a possibilidade de greve da categoria, segundo o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm). Isso porque, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) pediu prazo até a próxima terça-feira (8) para responder se aceita ou não a pauta de reivindicações apresentada nesta quarta-feira (2) pelo sindicato. O pedido é estratégico, já que um dia antes, os vereadores voltam do recesso parlamentar e realizam a primeira sessão do ano, e o Projeto de Lei que ela enviou com o reajuste de 10,06% deverá estar na pauta de votação.

Suéllen enviou o PL 5/2022 à Câmara, durante o recesso parlamentar, para que fosse discutido em uma sessão extraordinária, convocada por ela, antes da categoria realizar a sua assembleia, em 27 de janeiro. O gesto irritou os vereadores, que questionaram o fato de a prefeita envolver o Legislativo em uma negociação que deve ser exclusiva entre o Executivo e os trabalhadores, além de deixar a decisão sobre aprovar ou não sua proposta para os parlamentares.

Porém, o projeto acabou suspenso, após a vereadora Estela Almagro (PT) pedir prazo para análise. Mas, o prazo encerrou nesta terça (2), e caso a vereadora não peça mais informações à prefeitura, o PL deve ser inscrito para votação pela Mesa Diretora.

Com isso, a chefe do Executivo joga a responsabilidade da aprovação ou não para os vereadores e deixa para os servidores acatarem ou não a decisão do parlamento.

PIOR CENÁRIO

A provação do projeto será o pior cenário, na avaliação da diretora do Sindicato, Melissa Lamônica, pois fortalece a possibilidade de deflagração de greve, por não corresponder aos anseios mínimos da categoria, apesar do momento delicado pelo qual a cidade passa, devido à pandemia e a volta às aulas presenciais. "Mesmo assim, a insatisfação do servidor está tão grande, que pode acontecer sim", afirma.

Mas, a expectativa é de que o Executivo acene com uma contraproposta, como forma de demonstrar empatia pelos servidores. "Pode ser que haja esta benevolência, mesmo que com uma porcentagem de reajuste real de forma parcelada. Os 10% não cobrem nem os dois anos que ficamos sem reajuste", ponderou.

Em qualquer das opções, a campanha salarial continua até o dia 1º de março, data base da categoria, e uma nova assembleia deve ser realizada para decidir os próximos passos, com ou sem aprovação do PL do Executivo.