10 de julho de 2026
Articulistas

2022 não será o ano do abraço?

Luiz Carlos Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

O ano de 2020 foi avassalador, com o mundo parando por causa da Covid. Não sabíamos nada sobre o novo flagelo que estava matando pessoas por todo o planeta. No final do ano, começaram a ser aplicadas as primeiras vacinas e isso foi aceno de esperança de que 2021 significasse o declínio da Covid, O fim da pandemia já era cogitado e o ano novo poderia ser bom. Mas não foi assim. As vacinas foram sendo aplicadas, aprovadas que foram em tempo muito curto, algumas com maior índice de eficácia, outras menos.

No Brasil, a vacinação andou devagar por culpa de um governo negacionista. Novas ondas da Covid, novas variantes se espalharam pelo mundo e passamos o ano de sobressalto em sobressalto. Quando em parte do planeta havia países com 70, 80 por cento da população vacinada, no final de 2021, a terceira dose já estava sendo aplicada nos adultos e a primeira dose começava a ser aplicada em crianças. Porque com a observação dos efeitos das vacinas e o aparecimento de novas cepas foi-se verificando a necessidade de uma maior proteção. E então apareceu a ômicron. E já se fala em quarta dose.

Muita especulação, mas sem sabermos quase nada sobre a nova cepa, a esperança de um fim de ano quase "normal" foi por água abaixo novamente. Não deveríamos aglomerar-nos, não deveríamos abandonar os cuidados mais elementares, como usar máscaras, manter o distanciamento e fazer a higiene das mãos com álcool com frequência. E de novo muitos países tiveram que tomar medidas para atenuar o contágio: sem festas, sem fogos, os eventos de Natal e Ano Novo foram quase todos cancelados.

Estávamos torcendo para que 2022 fosse, finalmente, o ano do abraço, das reuniões de famílias e amigos, dos eventos, mas muitos braços ainda ficarão vazios, muitos lábios cobertos por máscaras... Uma pena. Ainda não há estudos completos sobre o ômicron, então seguimos com a incerteza.

Mas teremos que perseverar a tentarmos fazer de 2022 um bom ano. Vamos ter que nos cuidar e evitar mais variantes. Pois só assim poderemos fazer um ano melhor, só conseguiremos isso tomando as vacinas e os cuidados necessários. Talvez tenhamos que aprender a conviver com a Covid como convivemos com a gripe, tomando vacina todo ano, mas que seja uma forma mais branda. O novo "normal" continuará a exigir de nós todos os cuidados com os quais já nos acostumamos. Depende também de nós, dos cuidados que tomaremos ou não. Que ano seja feliz, com Covid e tudo, mesmo que tenhamos que conviver com ela tomando vacinas todos os anos.