Québec - Os protestos iniciados no Canadá por caminhoneiros contrários à obrigatoriedade de vacinas contra a Covid-19 completam uma semana nesta sexta-feira (4), em meio ao temor de uma escalada de violência e a uma possível reconfiguração da política nacional.
A adesão aos atos caiu bastante ao longo da semana -do pico de 15 mil pessoas nas ruas de Ottawa aos pouco mais de 200 caminhões e outros veículos que seguem bloqueando ruas e estradas na capital do país. Mas novas manifestações estão previstas para os próximos dias em Toronto, cidade mais populosa e principal centro financeiro do Canadá, e em Québec, capital da província de mesmo nome.
À medida que o movimento ganhou força, parte dos manifestantes também passou a ter o premiê Justin Trudeau e suas políticas de enfrentamento à pandemia como alvo.
DINHEIRO
Os manifestantes conseguiram mais de 10 milhões de dólares canadenses (R$ 41,7 milhões) em uma campanha de arrecadação virtual. A plataforma GoFundMe, porém, suspendeu a disponibilização do dinheiro enquanto busca verificar como ele será gasto. Representantes da empresa foram convocados por legisladores canadenses a depor e explicar as garantias da plataforma quanto à liberação dos fundos.
A insatisfação dos moradores da capital com o tumulto causado pelos atos é crescente. Há denúncias de assédio, intimidação e violência, além do fato de que a vida cotidiana também foi afetada. Várias lojas mantiveram as portas fechadas, e os donos de estabelecimentos estão em estado de alerta, já que os manifestantes incluem, entre suas táticas de protesto, entrar em shoppings sem máscara, por exemplo.