10 de julho de 2026
Internacional

Separatistas da Ucrânia alertam para "guerra iminente no leste"

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Moscou - Parte central e ao mesmo tempo ausente até aqui da crise de segurança na Europa, os separatistas étnicos russos do leste da Ucrânia fizeram uma entrada dramática no noticiário, alertando sobre o risco de guerra e pedindo ajuda à Rússia para reforçar suas posições.

Os separatistas, que controlam dois territórios no Donbass (leste ucraniano) desde 2014, quando Vladimir Putin anexou a Crimeia e lhes deu apoio após a queda do governo pró-Moscou de Kiev, apareceram em duas entrevistas à agência Reuters.

Numa delas, o presidente da autoproclamada República Popular de Donetsk, baseada na cidade homônima, afirmou que "uma guerra total pode acontecer a qualquer momento". "Não descartamos ser forçados a nos virar para a Rússia caso a Ucrânia ultrapasse certos limites", disse Denis Puchilin.

Ao mesmo tempo, ele disse que tal conflito seria "uma loucura". Mais cedo, havia sido a vez de Alexander Khodakovski, um influente e polêmico comandante militar de Donetsk, dizer que precisa de reforço militar do Kremlin.

"Nós temos 30 mil soldados, mas só 10 mil prontos para combate. Precisamos ao menos de 40 mil armados para a frente de batalha", disse. Ele elogiou o apelo feito por Andrei Turtchak, um dos líderes do Rússia Unida, partido de sustentação de Putin, para que os russos enviassem tropas e reforços para o Donbass.