08 de julho de 2026
Regional

SP-304: trecho de serra é liberado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Nesta sexta-feira (11), o trânsito no trecho de serra da rodovia Geraldo de Barros (SP-304), entre Torrinha e Santa Maria da Serra, que estava interditado há um mês, será liberado. O restabelecimento do tráfego entre os quilômetros 225 e 245 ocorre uma semana após a Eixo SP Concessionária de Rodovias realizar implosão de uma rocha na encosta que ameaçava cair sobre a pista, na altura do km 235.

Desde a extração da rocha com uso de explosivos, feita no último dia 3, como parte da Operação Desmonte, de acordo com a Eixo, dezenas de veículos, como caminhões basculantes, escavadeiras, pás-carregadeiras, trator de esteira e rolo de compactação, e mais de 50 profissionais, trabalharam diariamente na limpeza e remoção dos fragmentos que caíram sobre a pista.

Segundo Robinson Ávila, diretor de Engenharia da concessionária, a operação foi um sucesso, sobretudo por neutralizar um risco iminente e, desta forma, preservar a segurança e integridade dos usuários da rodovia. "A Operação Desmonte se mostrou adequada, sendo uma ação preventiva que aumentou a segurança e a confiabilidade da rodovia aos motoristas", declara.

A INTERDIÇÃO

O trânsito no trecho de serra da rodovia SP-304 foi interrompido no dia 11 de janeiro, como medida preventiva, depois que uma vistoria técnica realizada por equipes da Eixo, Defesa Civil do Estado, Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) concluiu que havia o risco de queda da rocha sobre as pistas.

A partir desta constatação, a concessionária deu início à Operação Desmonte. Com apoio de profissionais especializados para esse tipo de intervenção, a Eixo montou um plano para extração da rocha com base em rigorosos protocolos de segurança. No último dia 3, foram levados ao solo cerca de 4,8 mil metros cúbicos de rocha, ou aproximadamente 9.000 toneladas.

Após o desmonte, equipes da concessionária começaram a remover os fragmentos com uso de rompedores hidráulicos - equipamentos de perfuração acoplados a retroescavadeiras - para trituração dos pedaços maiores de rochas que sobraram. Após remoção de todo o material que estava sobre a pista e na encosta, o pavimento foi lavado para ser liberado ao tráfego.