O início de 2022 foi o mais chuvoso dos últimos cinco anos em Bauru, segundo o IPMet. A situação foi comemorada pelas lavanderias, setor onde o movimento chegou a quadruplicar neste período, em comparação ao final do ano passado, já que os bauruenses enfrentaram dificuldades para lavar e secar suas roupas em casa. Alguns comércios precisaram até dispensar trabalhos por não terem funcionários suficientes para atender à procura.
Em uma lavanderia self-service localizada no Jardim Contorno, a proprietária Rejaine Mansano, de 49 anos, que atua há nove anos no setor, conta que, até a última semana do mês passado, o comércio registrava uma média de 12 clientes por dia. Porém, entre 30 de janeiro e 3 de fevereiro, esse número quadruplicou, saltando para 48 consumidores diários.
"As pessoas até tentam lavar as peças com chuva, mas elas não secam por conta da umidade, e acabam cheirando mal. Assim, procuram as lavanderias. Nós temos várias máquinas que lavam e secam à disposição e, no domingo (30), todas elas ficaram ocupadas. Acredito que chegou até a formar fila, o que não é comum. Já na nossa outra unidade, no Jardim América, que não é self-service, notamos um aumento de 30% em janeiro deste ano, em relação a dezembro, em todos os serviços, de modo geral", detalha Rejaine.
'DISPENSA'
Por outro lado, Washington Nomura, de 52 anos, proprietário há oito anos de uma lavanderia na Vila Nova Cidade Universitária, relata que o fato de a procura pelos serviços de lavagem no estabelecimento dele terem triplicado durante o período de chuvas, precisou recusar trabalhos por não ter condições de atender à demanda.
"Não tenho como aceitar todos. O prazo para entrega acaba aumentando muito, o que não é bom, já que tenho os clientes que fecharam pacotes para atender. Então acabo dispensando o serviço, dizendo para a pessoa procurar outro local", lamenta o empresário.
VIAGENS
Além das precipitações, outro possível motivador para o aumento da procura por serviços de lava e seca é a temporada de viagens, característica deste início de ano, segundo observa a gestora de um estabelecimento na Vila Guedes de Azevedo, Bárbara Ambrósio, de 46 anos. Ela afirma que, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, o movimento no local cresceu cerca de 70%.
"É uma mudança sazonal, comum nessa época. A demanda é grande para lavagens de roupas do dia a dia, de peças pesadas ou delicadas, e para lavagens a seco, nosso carro-chefe. Fica bem corrido, mas, para nós, isso é muito bom. Permite que novas pessoas conheçam nosso trabalho e acabamos ganhando clientes, além dos fiéis que já temos", conclui Bárbara.