10 de julho de 2026
Nacional

Inflação atingirá pico em abril ou maio, diz presidente do BC

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - A inflação no acumulado de 12 meses atingirá o pico em abril ou maio, disse o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Segundo ele, a quebra de algumas safras e a alta do petróleo no início do ano fizeram o BC ajustar as estimativas.

O Banco Central acreditava que a inflação atingiria o ponto mais alto em janeiro e fevereiro, antes de começar a desacelerar. Para ele, o Brasil está sendo pressionado por fatores internacionais, mas a inflação brasileira tem peculiaridades, com os preços de energia e de combustíveis subindo mais que no resto do mundo.

Ele disse que o aumento da inflação no mundo não decorre de problemas de oferta. "Houve deslocamento não só na demanda por bens, mas também por energia. A produção de bens gasta seis vezes mais energia", acrescentou.

JUROS

Para o presidente do BC, o Brasil está na frente no processo de aperto monetário em relação à maioria dos países, que estão com juros ainda abaixo do nível neutro (que não segura a inflação). "Vamos usar todas as nossas ferramentas para trazer a inflação para a meta", assegurou.

COMBUSTÍVEIS

Em referência à proposta de emenda à Constituição para desonerar os tributos federais sobre os combustíveis, disse que medidas que diminuem os preços no curto prazo são insuficientes para segurar a inflação e podem resultar em aumentos futuros de juros. "Deixamos bem claro que medidas fiscais de curto prazo não têm efeito estrutural sobre a inflação. Essas medidas não geram otimização no ciclo de política monetária", advertiu.