As 28.360 inspeções contra fraudes e furtos de energia realizadas pela CPFL Paulista em 2021, na região de Bauru, identificaram, ao todo, 1.434 ligações clandestinas, conhecidas popularmente como "gatos". Os números levam em consideração dez municípios, sendo que entre as cidades com mais casos estão Bauru com 714, Botucatu com 263 e Jaú com 200.
Já na região de Marília, que também contempla dez cidades, foram 4.554 inspeções, com o flagrante de 138 fraudes. Somando as duas regiões, foram recuperadas 52,4 GWh de energia, o que abasteceria cerca de 25 mil residências por um ano.
Os números de 2021 mostram que, na comparação com 2020, a CPFL Paulista conseguiu aumentar os níveis de energia recuperada na sua área de concessão, saindo de 116 GWh para 129 GWh, um crescimento de 11,2%. Isso é fruto de investimentos combinados em inteligência, tecnologia, inspeções rotineiras das equipes e também de denúncias que chegam à distribuidora.
"Infelizmente, a cada ano, vemos que a prática das ligações irregulares de energia continua. Nosso papel, como distribuidora, é realizar as inspeções para combatê-la. O uso de tecnologia de ponta tem nos permitido aumentar as constatações de irregularidades em determinados clientes, o que nos alerta sobre a prática do 'gato'. Assim, as inspeções são cada vez mais efetivas", comenta Ruan dos Reis Alves, Gerente de Recuperação de Energia da CPFL.
AÇÕES
As distribuidoras do Grupo CPFL realizam inspeções para combater fraudes e furtos de energia de maneira contínua, informa a assessoria de imprensa da concessionária. Diversas ações são realizadas, inclusive, em parceria com a Polícia Civil, consta em nota enviada à imprensa. De acordo com ela, há duas razões centrais para essas operações: a segurança e a justiça com os demais clientes.
Ao fazer um gato na rede elétrica, o cidadão coloca em risco não somente a si mesmo e a sua residência ou comércio, mas toda a vizinhança e o sistema elétrico, destaca. A rede de energia segue padrões e normas de segurança para a sua construção e manutenção, incluindo as novas ligações de energia. Por isso, somente técnicos da distribuidora podem atuar na rede.
"Já a justiça se faz porque a energia furtada compõe parte da tarifa de energia elétrica. Ou seja, os clientes regulares, que pagam suas contas em dia, acabam também arcando com o custo de parte da energia que é furtada. Outra parte é assumida pela distribuidora", consta no texto.