10 de julho de 2026
Geral

Após recordes sucessivos, casos de Covid-19 começam a cair

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de registrar recordes sucessivos de casos de Covid, que equivaleram às três piores médias semanais de toda a pandemia, Bauru contabilizou, entre os dias 7 e 13 de fevereiro, recuo no volume de infectados. O arrefecimento da onda provocada pela variante ômicron já havia sido antecipado pelo Departamento de Saúde Coletiva em matéria publicada pelo JC no último dia 9.

Naquele momento, o órgão já vinha contabilizando diminuição de resultados positivos de testes de Covid-19, bem como queda do número de pacientes com sintomas respiratórios nas portas das unidades de saúde. Porém, as estatísticas só foram confirmadas nos boletins epidemiológicos da prefeitura ao longo desta semana que passou. E a média de mortes também caiu.

Porém, a quantidade de casos e óbitos ainda segue em patamar elevado. Contudo, a previsão, segundo o diretor do Departamento de Saúde Coletiva, Ezequiel Santos, é de que o nível de infecção siga decrescente, a exemplo do que ocorreu, em meses passados, em países afetados primeiro pela onda provocada pela variante ômicron.

De acordo com levantamento elaborado pelo JC a partir dos informes da prefeitura, a semana de 7 a 13 de fevereiro contabilizou média de 437,8 casos e 3,43 mortes por dia. Já entre os dias 31 de janeiro e 6 de fevereiro, semana que correspondeu à maior média de infectados em toda a pandemia, foram registrados 549,6 moradores com diagnóstico positivo e 5 óbitos a cada dia.

O recorde anterior era da semana anterior, de 24 a 30 de janeiro, quando 421 casos e 4 mortes diários foram notificados, em média. "Provavelmente, estas médias móveis vão continuar em queda. O volume de pessoas procurando atendimento nas unidades e de exames que resultam negativo vêm caindo, o que é um sinal de que a circulação viral está mais fraca", avalia.

MUDANÇA

Foi por conta desta redução de casos, inclusive, que a Secretaria Municipal de Saúde pôde começar a desmobilizar alguns serviços que foram referenciados para atender pacientes com síndrome respiratória. Exemplos são a UPA da Bela Vista e a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro, que retomaram o atendimento normal ao público em geral há alguns dias.

Santos reforça, contudo, que protocolos sanitários como uso de máscara, distanciamento mínimo entre as pessoas e higienização das mãos não podem ser abandonados, até porque uma subvariante da ômicron, a BA.2., começou a circular no Estado de São Paulo e ainda não há informações sólidas sobre as consequências que ela pode trazer. Da mesma forma, a atualização do esquema vacinal com as três doses disponíveis ainda é uma das principais recomendações para diminuir as chances de infecção ou de manifestação grave da Covid-19.

"Até o momento, não estamos observando nenhum efeito importante em relação a esta nova cepa no Estado de São Paulo. O que vemos mesmo é a redução de casos e internações e o esperado é que esta queda nas estatísticas continue", completa.