Moscou - Há uma possibilidade" de "resolver os problemas", disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, durante uma conversa por vídeo com o presidente Vladimir Putin.
O caminho do diálogo "não se esgotou, mas também não pode durar indefinidamente", acrescentou Lavrov, enfatizando que a Rússia está pronta para "ouvir contrapropostas sérias".
Serguei Shoigu, o ministro da Defesa russo, afirmou que os exercícios militares realizados ao lado de Belarus estavam "terminando".
ALEMANHA
As declarações do governo russo coincidem com a visita do chanceler alemão Olaf Scholz a Kiev, de onde exortou a Rússia a aproveitar as propostas de "diálogo" para resolver esta crise.
A Alemanha, muitas vezes acusada de ser muito complacente com a Rússia por causa de seus interesses econômicos, endureceu seu tom nos últimos dias. Nesta segunda-feira, Scholz garantiu que o seu país vai continuar a apoiar economicamente a Ucrânia "com determinação".
Durante o dia, os primeiros reforços militares alemães começaram a chegar à Lituânia, membro da Otan, onde até agora havia cerca de 550 soldados.
A viagem de Scholz a Moscou é "provavelmente a última chance" de alcançar a paz, disse o embaixador da Ucrânia na Alemanha, Andrii Melnik. "Temos que nos preparar para o pior".
SEM OTAN
Scholz teria dito que discutir adesão da Ucrânia à Otan está 'fora da agenda'
Declaração foi dada após reunião do chefe de governo alemão com o presidente ucraniano. Eventual ingresso da Ucrânia na aliança militar é um dos pretextos de Putin para mobilizar militares russos na fronteira.
REINO UNIDO
Em mensagem com tom alarmista, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson pediu nesta segunda-feira a Putin que se afaste do "precipício" da crise com a Ucrânia.