Botucatu - A Justiça de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) condenou a penas que variam entre 53 e 65 anos de prisão quatro acusados de envolvimento no mega-assalto ao Banco do Brasil ocorrido em julho de 2020. Entre eles, está Tiago Ciro Tadeu Farias, conhecido por "Gianecchini", recentemente condenado a 19 anos, 8 meses e 25 dias de reclusão pelo roubo cinematográfico à agência da Caixa, em Bauru, ocorrido na madrugada de 5 de setembro de 2018. As defesas dos réus poderão recorrer ao Tribunal de Justiça (TJ).
A sentença foi proferida no último dia 8 e todos os réus julgados encontram-se presos preventivamente. Atendendo a pedido do Ministério Público (MP) nos autos de ação penal, o Juízo da 2ª Vara Criminal de Botucatu considerou que os quatro participaram da ação criminosa que resultou na explosão da agência bancária do BB.
Em sua defesa, Gianecchini alegou que, no dia do crime, estava na casa do pai de um amigo, na Capital. A reportagem tentou contato com o advogado de defesa dele por meio do número disponível no site da OAB, mas as ligações não foram completadas.
Com base nas provas reunidas pela DIG de Botucatu, inclusive por meio do compartilhamento de informações com a DIG/Deic de Bauru, e também oitivas de testemunhas, Gianecchini foi condenado a 53 anos, dois meses e 10 dias de reclusão e ao pagamento de 82 dias-multa por comandar organização criminosa onde há emprego de arma de fogo e por roubos e tentativas de latrocínio.
"Evidente, pois, que o acusado não somente integrava a organização criminosa que efetuava roubos a banco, mediante a utilização de forte armamento, como exercia comando da ação e de todas as intercorrências necessárias à execução do assalto, sendo de rigor sua condenação", cita trecho da sentença.
Os outros três réus foram condenados a penas que variam de 53 a 65 anos de prisão.
O CRIME
Entre o fim da noite do dia 29 e o início da madrugada do dia 30 de julho de 2020, cerca de 30 homens fortemente armados fizeram populares reféns, interceptaram a saída do Batalhão da PM com veículo em chamas e explodiram o cofre da agência do Banco do Brasil, no centro de Botucatu. Na fuga, eles tentaram furar bloqueios em 4 pontos.
Houve troca de tiros entre os ladrões e a polícia e os suspeitos chegaram a atear fogo em veículos em dois trechos de rodovias para evitar a chegada de reforço.
Dois PMs ficaram feridos na ação, sem gravidade, e um suspeito acabou morto. No total, foram recuperados R$ 1,6 milhão, joias roubadas de uma joalheria em ação simultânea ao ataque ao banco e oito fuzis, além de metralhadora, munições, explosivos e coletes.