Moscou - O presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcou pouco depois das 16h (12h em Brasília) em Moscou para uma curta visita ao colega Vladimir Putin, que está envolvido na grave crise de segurança em torno da Ucrânia.
Bolsonaro usava uma máscara ao descer do Airbus presidencial no aeroporto de Vnukovo. Ele foi recebido por um dos vice-chanceleres do país, Serguei Riabkov, e pelo diretor de Protocolo do Kremlin, Igor Bogdachev.
Após ouvir os hinos russo e brasileiro na pista, foi para o hotel Four Seasons, na boca da praça Vermelha. Entrou de carro, sem parar, às 16h45 (12h45 em Brasília).
Segundo um membro da delegação, o presidente está incomodado com a chamada "bolha de Covid" do Kremlin, que visa blindar o presidente russo de qualquer contato com o novo coronavírus. Bolsonaro não se vacinou e critica a imunização contra a doença --Putin já recebeu três doses da russa Sputnik V.
Visitantes recentes do russo, como o presidente francês, Emmanuel Macron, e do premiê alemão, Olaf Scholz, não aceitaram fazer o exame de PCR russo para detecção do Sars-CoV-2, preferindo um teste de seu país para proteger dados de seus DNAs. (Leia mais à página 18).
O Itamaraty disse que Bolsonaro faria os exames requeridos, mas não especificou se seriam os russos, como tudo indica.
Pelos protocolos sanitários do Kremlin, Bolsonaro deveria ficar no hotel até a manhã desta quarta (16), quando ofertará uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido junto à muralha do Kremlin. Depois, se encontra e almoça com Putin, com quem fará uma declaração à imprensa após as reuniões.