09 de julho de 2026
Internacional

Descrente, Biden elogia decisão de Putin


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Washington - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um discurso em que misturou a oferta de negociações objetivas com a Rússia acerca da segurança na Europa com a renovação de ameaças e da avaliação de que Moscou pode invadir a Ucrânia.

Ele elogiou a decisão de Vladimir Putin de anunciar a saída de algumas das "150 mil tropas", segundo a conta americana, que estão em torno do vizinho russo.

Na véspera da data anunciada por serviços de inteligência ocidental como a de uma possível invasão da Ucrânia pela Rússia, o governo de Vladimir Putin anunciou o início da retirada de parte das tropas que se exercitavam perto das fronteiras do vizinho.

O anúncio, feito às agências de notícias russas pelo Ministério da Defesa, não especifica quantos soldados estão envolvidos na volta às suas bases permanentes, apenas que eles fazem parte dos distritos militares Ocidental e Sul, em áreas contíguas ao território ucraniano.

Ao mesmo tempo, avança a manobra russa de reconhecer as áreas separatistas na Ucrânia como governo, o que pode manter Kiev longe da adesão ao Ocidente, como deseja o presidente russo.

"Mas nós não conseguimos verificar isso ainda. Ao contrário, nossos especialistas consideram a invasão uma possibilidade muito distinta", afirmou Biden.

Ele, contudo, dedicou a parte inicial de sua fala à ideia de que pode haver um acordo por escrito com os russos que aborde as preocupações estratégicas de Putin.

Isso pode envolver "arranjos de segurança" e "controle de armas", mas sem "sacrificar princípios básicos". "Há muito espaço ainda para a diplomacia."