Brasília - Por falta de consenso em torno do tema, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiu adiar a votação das propostas legislativas que tinham como objetivo diminuir o preço dos combustíveis.
Os dois projetos em tramitação no Senado tinham votação prevista para esta quarta-feira (16) no plenário da Casa. No entanto, há resistência por parte dos parlamentares, que pedem mais discussão sobre os pareceres apresentados pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN).
Além disso, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), mostrou a todo momento contrariedade com as mudanças que estavam sendo promovidas pelos senadores.
"Preciso registrar que estamos nessa atual conjuntura em decorrência de uma má decisão política de governo: a de atrelar os custos da nossa matriz de combustíveis ao dólar --prejudicando muitos para enriquecer poucos", afirmou.
O texto desagradou a integrantes do Ministério da Economia, por diversos motivos. Um deles foi a inclusão da ampliação do Auxílio Gás, programa que banca 50% do valor do botijão a 5,5 milhões de famílias em situação de extrema pobreza. A mudança , geraria uma despesa adicional de R$ 1,9 bilhão - dinheiro que não está disponível no Orçamento.