10 de julho de 2026
Nacional

Covid-19: Rondônia apresenta as UTIs lotadas

FolhaPress
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Porto Velho - A enfermeira Raiana Almeida, 32 anos, deixou a família em Porto Velho em janeiro de 2020 para se juntar por três meses ao mutirão de profissionais que reforçaram equipes de saúde no Amazonas. Foi o período mais crítico da pandemia, e muitos pacientes morreram sem oxigênio nas UTIs.

"Testemunhei muitos óbitos. Todo mundo que trabalhava com a Covid não ficou bem e não está bem ainda", conta. Quando a família contraiu o vírus, ela decidiu voltar para Rondônia, no mês seguinte.

Em Porto Velho, encontrou "hospitais cheios de gente, muitas viaturas circulando pela cidade e unidades de saúde cheias". Mesmo com alguma melhora, um ano depois a enfermeira conta ainda ver muitos internados, entre os quais boa parte se recusa a se vacinar ou não completou o ciclo de imunização.

Rondônia é um dos estados brasileiros com a maior lotação nas UTIs para Covid neste ano. O estado já chegou a atingir neste mês 92% de ocupação dos leitos para os casos mais críticos.

O número de casos diários manteve-se alto, com uma média de 2.247 entre 6 e 12 de fevereiro, segundo levantamento do grupo de pesquisa da Covid da Universidade Federal de Rondônia. Já são 6.972 mortes desde o início da pandemia.

Com a alta lotação em UTIs, o comitê científico da Universidade de Rondônia recomenda cautela pela população. "O alto nível de contágio da população vem gerando demandas ambulatoriais e internações, que impactam nas estatísticas e previsões de casos".

"É urgente a necessidade de divulgação e adoção de estratégias efetivas para alcançar coberturas vacinais adequadas com dois objetivos: proteger a população da evolução para casos graves e óbitos pela Covid-19 e, em segundo lugar, impedir o surgimento de novas variantes, que, no caso, poderão perpetuar a situação pandêmica atualmente vivenciada", diz o comitê.