Sinal amarelo ligado! O Córrego da Grama volta a preocupar agentes da Defesa Civil de Bauru, desta vez em um novo trecho, localizado em uma de suas margens que fica situada na parte detrás de terrenos e imóveis na quadra 6 da rua José Portela Cunha, entre o Jardim Prudência e o Parque Jaraguá. Esta área fica em uma região próxima da rotatória da avenida Pinheiro Machado com a rua São Sebastião. Por lá, três residências em risco foram parcialmente interditadas pelo órgão. Outros dois terrenos em construção e um galpão foram comunicados sobre riscos de deslizamentos de solo.
Segundo Júlio César Natividade, engenheiro da Defesa Civil, o leito deste córrego tem sido alterado algumas vezes nos últimos anos, o que é algo considerado normal, devido aos impactos da força da chuva na natureza. O problema é que há lotes próximos demais e há formações erosivas e fissuras chamadas de vendas de tração, que apesar de não aparentar gravidade na superfície, na visão de leigos, são rachaduras profundas que vão até dois ou três metros de profundidade.
Segundo o órgão, compete ao Poder Público, especificamente à Secretaria de Obras, providenciar reparos urgentes para evitar perdas de vidas.
"Uma próxima chuva forte pode derrubar parte deste galpão e muros das casas, além dos deslizamentos nos terrenos. Legalmente, estes lotes estão situados até a margem atual do córrego, isso porque seu leito foi sendo modificado. E o córrego está cada vez mais próximo destes imóveis. No galpão, por exemplo, tem uma parte oca aqui debaixo das paredes dos fundos, onde pode descalçar e cair. Avisamos o proprietário para fortalecer o talude e muro de arrimo. As casas também sofrem riscos semelhantes", comenta o engenheiro.
SOLUÇÕES
Ainda de acordo com Júlio César, o que precisa ser feito de imediato, pela prefeitura, é retificar o leito do córrego. Na seca ele é um fio tênue, porém, quando chove, sobe e fica com um fluxo muito grande de água, podendo avançar para a margem esquerda, para a direita ou cavar novos leitos. "Uma das técnicas para retificação é o colchão reno, com uma grande superfície e baixa altura, de até 20 ou 30 centímetros. É uma obra de baixa tecnologia e simples de fazer. Esta técnica de prevenção é feita com malha de aço galvanizado e revestido de PVC. Aí colocam-se as pedras de basalto. Isso deve ser feito em todo o leito do rio para solucionar o problema", finaliza o agente da Defesa Civil.