08 de julho de 2026
Ser

Protetor solar para o rosto: não esqueça

Karina Hollo
| Tempo de leitura: 2 min

Filtros solares com foco em controle da oleosidade, FPS mais alto e cor são os mais vendidos no Brasil. Por isso, as marcas estão investindo em ampliar o portfólio de tons para serem mais inclusivas. Mas sabe o que não pode? Deixar de passar protetor no rosto, mesmo nos dias mais carrancudos, já que não é apenas o sol que causa prejuízos.

> Rosto é prioridade

Seja para evitar o envelhecimento precoce ou as manchas, se há um filtro que a gente passa é o do rosto. "As pessoas usam muito mais FPS facial do que o corporal", concorda Maria Paula Del Nero, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Na verdade, deveríamos aplicar o produto em todas as áreas expostas ao sol - como braços, colo, pescoço e mãos. Mas no rosto, é indicado passar até dentro de casa, principalmente se você tem tendência a melasma. "Vimos as reclamações a respeito das manchas cresceram durante o confinamento imposto pela pandemia, por conta do home office e do tempo extra gasto na frente das telas", observa a médica.

> Calor, mormaço e luz do celular

Sim, a radiação UV e a luz visível podem causar desde câncer de pele a melanoses, além de acelerar o surgimento das rugas. O Infrared (infravermelho), sentido por meio do calor ou mormaço, é uma radiação com um comprimento de onda suficiente para atingir a camada mais profunda da pele, onde estão as fibras de sustentação. "Isso provoca um dano muito importante em relação à elasticidade, além de um maior potencial de cancerização", avisa a Claudia Marçal, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), de Campinas (SP).

> Sem flacidez e rugas

Toda a luz visível - do sol, dos smartphones, das lâmpadas artificiais, dos computadores - presente na nossa rotina diária também causa dano a médio e longo prazos. "Ela gera um quadro de eritema subcutâneo suficiente para gerar a presença das sunburn cells, resultando em manchas", fala Claudia. Mais uma vez, para bloquear esse tipo de efeito, adivinha, só filtros com dióxido de titânio (com cor).

> Com cor é melhor?

Agora vamos falar sobre os protetores solares, especificamente. Eles são divididos entre químicos e físicos. Os primeiros têm partículas orgânicas que absorvem o fóton de energia. Os segundos (e os com cor entram nessa categoria) trazem partículas inorgânicas que refletem ou dispersam a radiação. Os filtros químicos são instáveis - na presença de suor ou depois de mergulhos na água do mar ou da piscina, ficam quimicamente instáveis e deixam de proteger.