08 de julho de 2026
Saúde

Vitiligo: a doença de pele da Natália


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Natália Deodato descobriu que tinha vitiligo aos 9 anos, quando as primeiras manchas começaram a aparecer em seu corpo. Um ano e meio depois, ela foi diagnosticada com a doença. Antes de entrar no reality show, a sister falou sobre a condição.

"Eu tinha vergonha, tampava, usava muita maquiagem. Foi quando realmente decidi encarar de peito aberto. Essa sou eu, é assim que eu quero que as pessoas me vejam e é assim que as pessoas vão ter que me respeitar", contou Natalia em seu vídeo de apresentação do BBB 22.

O vitiligo é uma doença não contagiosa, segundo explica o dermatologista Igor Manhães, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). "É uma doença cutânea com um conjunto de causas genéticas e autoimunes, onde já existe uma predisposição e um gatilho desencadeia o aparecimento de lesões", afirma Manhães.

Segundo a SBD, dados oficiais indicam que o vitiligo alcança 1% da população mundial. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas convivem com a doença. "A doença pode ser desencadeada por diferentes gatilhos, como o estresse, por exemplo. Pode ter algum fator genético envolvido e ela pode estar associada a outras doenças autoimunes. Por exemplo, se você tem uma doença autoimune na tireoide, você pode ter vitiligo associado", diz Beni Grinblat, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia e médico do Hospital Albert Einstein, ao site G1.

As áreas mais afetadas do corpo pela doença, segundo Manhães, são o que chamamos de periorificiais, como pálpebras, boca, região genital e superfícies ósseas nas mãos, cotovelos e joelhos. Quando o vitiligo já está instalado, traumas na pele também podem abrir novas manchas, explica o especialista, dizendo ainda que há alternativas para reverter a condição.