09 de julho de 2026
Internacional

Covid-19: queda da imunidade da vacina é menor nos já infectados


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Londres - Um estudo apontou que a queda da imunidade provocada pela vacinação contra a Covid-19 ocorre mais lentamente entre as pessoas que foram infectadas pelo coronavírus. Elaborada por pesquisadores de instituições britânicas, a pesquisa foi publicada em um dos mais prestigiados periódicos científicos de medicina, o New England Journal of Medicine.

Entre os participantes não infectados pelo coronavírus, a efetividade da vacina caiu de 85% para 51% cerca de sete meses após a segunda dose. Já a imunidade de pessoas imunizadas com vacina e que foram contaminadas, permaneceu alta em cerca de 68% mais de um ano após a infecção.

Mas os autores ponderam que o estudo não conseguiu aferir o período em que a imunidade permaneceria alta no caso dos reinfectados. "Nós mostramos que a imunidade permanece alta até um ano, e depois começa a cair. Pela limitação de acompanhamento, permanece sem ficar claro a duração da proteção imunológica dos reinfectados", diz o artigo.

Entre as pessoas infectadas pela primeira vez, 61% relataram sintomas de Covid-19 e 13% informaram outros sintomas. Já entre os reinfectados, 34% disseram ter tido sintomas de Covid-19 e 20% mencionaram outros sintomas.

O estudo analisou a duração e efetividade da imunidade em trabalhadores da saúde no Reino Unido, considerando um intervalo de mais de dez meses após a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Participaram 35.768 voluntários.

CONTRA A ÔMICRON

Estudos preliminares feitos na África do Sul, nos Países Baixos e Estados Unidos (EUA) revelam que o sistema imunológico dos vacinados ou reinfectados com o SARS-CoV-2 previne casos graves de Covid-19.

Liderada por especialistas da África do Sul, a pesquisa concluiu que grande parte da resposta de células T, estimuladas pela vacinação ou por infecções anteriores, é mantida na presença da variante ômicron.

Segundo os pesquisadores, essa pode ser explicação para o menor número de hospitalizações e óbitos do que em outras ondas da doença.

Todos os estudos analisaram linfócitos, glóbulos brancos capazes de lembrar um agente patogênico e eliminá-lo do organismo por meses, anos, décadas, ou mesmo ao longo da vida.

LINFÓCITOS ASSASSINOS

A elite desses glóbulos brancos são os chamados "linfócitos assassinos" que identificam as células infectadas e as matam. Isso evita que o vírus prolongue a infecção e cause doença grave. A esse tipo de linfócito, conhecido como CD8, são adicionados os CD4, que ajudam a reativar o sistema imunológico em caso de nova infecção.

As pesquisadoras Catherine Riou e Wendy Burgers, da Universidade da Cidade do Cabo, observaram a resposta de linfócitos T de "memória" (que lembram como combater o vírus) em 90 pessoas inoculadas com as vacinas da Pfizer (duas doses), Johnson & Johnson (uma ou duas doses) ou previamente infectadas.