A Polícia Civil de Bauru investiga um caso de lesão corporal e suposto maus-tratos envolvendo uma criança de apenas 3 anos, que foi socorrida, na última segunda-feira (21), com fratura no crânio. O pequeno foi levado, inicialmente, à UPA Bela Vista por uma tia e uma bisavó, após ser encontrado com ferimentos na face em sua casa, na Vila Nova Esperança.
Após exames, a ruptura de um osso na região da cabeça foi constatada e a criança transferida para o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), onde seguia internada e com quadro estável nesta terça-feira (22). A suspeita é de que o garoto tenha sido agredido pela mãe e pelo padrasto.
Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o nome dos envolvidos assim como da vítima serão preservados para não identificar a criança.
O caso ocorreu por volta das 16h29 desta segunda-feira (21). Após receberem a criança com lesões na face, servidores da UPA acionaram a Polícia Militar e o Conselho Tutelar.
Na unidade, o pequeno chegou a contar para uma assistente social que teria sido agredido "pelos pais".
Diante da situação, policiais foram até a casa do menino, na Vila Nova Esperança, mas ninguém foi encontrado no imóvel.
Transferida para o Hospital de Base (HB), a criança teve a fratura na cabeça constatada. E, em razão do quadro de Saúde delicado, acabou encaminhada para a ala pediátrica do Pronto-Socorro Referenciado do Hospital das Clínicas de Botucatu, onde permanecia sob cuidados médicos nesta terça (22).
INQUÉRITO
O boletim de ocorrência (BO) sobre o caso, registrado como lesão corporal e maus-tratos, foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
A delegada da DDM, Marcia Regina dos Santos, informou que um inquérito será instaurado a fim de apurar as circunstâncias da suposta agressão.
"Estamos atentos ao estado de saúde da criança, que inspira cuidados, mas está estável. Quanto ao inquérito, deverão ser requisitados o exame corpo de delito e a oitiva dos envolvidos, sendo a tia, a bisavó, os conselheiros, a assistente social e os pais", aponta a delegada.
Consta no BO, que a mãe do garoto, que teria 27 anos, seria conhecida pelo Conselho Tutelar por histórico envolvendo o uso de drogas.