Kiev - Ao menos 137 pessoas, entre civis e militares, morreram após o avanço das tropas russas na Ucrânia, informou o governo ucraniano, por meio do ministério da Saúde local. Outras 316 pessoas ficaram feridas. Na madrugada de ontem (por volta das 1h no Brasil), o presidente russo, Vladimir Putin, deu sinal verde para o que definiu como "operação militar especial" contra a Ucrânia. Horas depois, o governo ucraniano teve que admitir que a ação é uma "invasão total". Houve críticas no mundo todo.
Em menos de doze horas, forças da Rússia desferiram quase 400 ataques na Ucrânia e ampliaram a entrada no país rumando para a capital Kiev, admitiram as autoridades, onde pelo menos 100 mil pessoas deixaram a cidade de 2,9 bilhões de habitantes já na madrugada. Além dos mísseis aéreos houve também três entradas de tropas por vias térreas.
No final da tarde as forças russas tomam área de Chernobyl. A usina nuclear de Chernobyl foi capturada pelos militares da Rússia, de acordo com um conselheiro do gabinete presidencial da Ucrânia, Mykhailo Podolyak. "É impossível dizer se a usina nuclear de Chernobyl está segura após um ataque totalmente sem sentido dos russos", disse. A Casa Branca disse que funcionários da usina estão sendo mantidos como reféns.
Moscou disse em comunicado que a meta inicial da ofensiva fora atingida e estava em andamento uma batalha decisiva para tomar o aeroporto da capital Kiev. Desde a madrugada todos os voos estavam suspensos.