O técnico Tite revelou, nesta nesta sexta-feira (25), não seguirá na Seleção Brasileira após a Copa do Mundo do Catar. "Estou muito focado no trabalho, sei do ciclo. Tive uma oportunidade que muitos outros profissionais poderiam ter tido ao longo da história: Minelli, Ênio Andrade, Abel Braga, vários profissionais que poderiam estar aqui. Não convém responder agora (se essa é minha última Copa na Seleção ou não), mas eu tenho consciência do meu ciclo. Este ciclo vai até o final do Mundial", disse o treinador de 60 anos.
Classificado para a Copa do Mundo deste ano, o Brasil irá para a sua segunda edição do torneio sob o comando do gaúcho. Em 2018, na Rússia, a equipe foi eliminada nas quartas de final pela Bélgica, com derrota por 2 a 1. A Seleção Brasileira lidera as Eliminatórias para o Catar de maneira invicta, com 35 pontos. A campanha tem 12 vitórias e três empates.
Contratado em junho de 2016 para ser o substituto de Dunga na Seleção, Tite conquistou o título da Copa América de 2019, disputada no Brasil. No ano passado, em nova edição da competição sediada no País, ficou com o vice-campeonato diante da Argentina, que não levantava uma taça desde 1993.
"Eu divido as duas etapas na Seleção, a primeira foi muito difícil, pois não teve começo, meio e fim, peguei no meio das Eliminatórias. Hoje eu vivo um ciclo completo, isso me moveu. Eu, ao longo da carreira, fui um construtor de equipe. A continuidade, talvez, tenha sido pelo desempenho na primeira etapa e resultados. Temos equipe, em 45 jogos oficiais, com 90 gols de saldo, isso é equilíbrio. Temos 2 derrotas nesses 45 jogos, foi o jogo da Bélgica e a final da Copa América. Os resultados alavancam e a solidez defensiva", respondeu Tite, fazendo um balanço sobre seu trabalho na Seleção.
Após a revelação de que deixaria a Seleção, Tite foi questionado sobre a possibilidade de dirigir um time do Exterior no futuro. Ele não descartou a hipótese. "Não tenho resposta pronta. Mentalmente é uma questão que já abriu, e possibilidades vão surgindo também", afirmou.