08 de julho de 2026
Saúde

A dieta que 'alonga' a vida

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 2 min

Aumentar o consumo de leguminosas, como feijão, ervilha e lentilha, e reduzir o consumo de carne vermelha pode adicionar até 13 anos à sua vida. É o que mostra um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, e publicado na revista científica PLOS Medicine.

O trabalho mostra que quanto mais cedo a mudança de alimentação começar, maior é a expectativa de vida da pessoa. Se uma mulher de 20 anos, por exemplo, passar a seguir a "dieta otimizada", ela pode ganhar até 10 anos a mais de vida. Os benefícios são ainda maiores para homens na mesma idade: até 13 anos a mais. No Brasil, a atual expectativa de vida da população é de 80,3 anos para as mulheres e de 73,3 anos para os homens, segundo projeções do IBGE.

A mudança na alimentação pode prolongar também a vida de adultos mais velhos. Se a nova dieta for aderida a partir dos 60 anos, uma mulher pode aumentar sua expectativa de vida em até 8 anos, enquanto que os homens ganham quase 9 anos a mais. Se a alimentação mudar aos 80 anos, ambos os sexos podem ganhar 3,5 anos de vida extra, ainda de acordo com a pesquisa.

Já é consenso na medicina que uma boa alimentação é um dos pilares da prevenção de doenças crônicas e mortes prematuras.

O PODER DO FEIJÃO

Na pesquisa, os cientistas da Universidade de Berge, na Noruega, observaram que os maiores ganhos de anos de vida a mais estavam relacionados ao consumo de leguminosas - que incluem feijão, ervilha e lentilha -, grãos integrais e oleaginosas - como nozes, amêndoas e pistaches, por exemplo. O estudo concluiu que reduzir o consumo de carne vermelha e processada, como bacon, linguiça e frios em conserva, também foi associado a uma vida mais longa. Pesquisas recentes têm associado esses tipos de alimentos a riscos de desenvolvimento de diferentes doenças. E as carnes? O ideal é tentar substituir as carnes vermelhas e processadas por aves magras, peixes e proteínas vegetais. Soja, grão de bico, lentilha e outras leguminosas, sementes e grãos integrais como quinoa, e vegetais verde-escuros - como o brócolis - são exemplos de fontes de proteína.