Trânsito intenso, veículos em alta velocidade, ruas estreitas com mão dupla e tráfego de caminhões. Esses são alguns dos problemas relatados por moradores do entorno do Cemitério São Benedito, na Vila Independência. Este fluxo assusta quem reside por ali e prejudica a passagem de pedestres entre as quadras 3 e 4 da rua Cuba, em cruzamento com o quarteirão 7 da rua Newton Prado. A quadra 1 da rua Argentina também acessa esta localidade que possui casas, um condomínio com dezenas de apartamentos e empresas de grande porte, com centenas de funcionários que deixam carros e motos estacionados em via pública, de ambos os lados.
O JC esteve no local na tarde desta quarta-feira (2) acompanhando o trânsito junto com um dos reclamantes, o aposentado Arzil Oliveira, 75 anos, sendo 49 deles vividos na esquina da quadra 3 da rua Cuba. Foi possível testemunhar a dificuldade para atravessar a rua Cuba, devido a velocidade com que os veículos transitam por ali para chegar na avenida Castelo Branco. Os horários de pico são 9h e 17h. Quem sai da rua Cuba, em automóvel, para acessar a rua Newton Prado, também tem dificuldade porque a via é mão dupla, estreita e possui em toda a sua extensão carros e motos estacionados. Por pouco a equipe não presenciou um acidente entre dois carros. O tráfego de caminhões também preocupa.
"Todo ano eu procuro a Emdurb para vistoriar aqui. Esta rua (Cuba) é um corredor de uma vila para outra. É muito perigoso, muitos carros de passeio e motos e veículos comerciais. Não tem faixa de pedestres e teria que ter aqui algum redutor de velocidade. Me disseram que não pode ter quebra-mola, mas poderia pensar em outra coisa. Um radar ou aquelas estruturas de solo que existem nas rodovias, porque aí o motorista desacelera para não estragar os pneus. E na Newton Prado, a rua fica ainda mais estreita com cerca de 30 carros parando diariamente aqui, dos dois lados", comenta o aposentado.
Na opinião dele, a situação exige um estudo por parte da Emdurb para dar fluidez ao local, sem riscos de acidentes e atropelamentos. E uma das opções seria garantir vias de mão única, sugere. Ele, inclusive, fez um mapa de ideias para apresentar na empresa municipal. E em frente à sua casa, Arzil Oliveira precisou colocar pedras para que os caminhões parassem de invadir e quebrar a sua calçada.
EMDURB AVALIA
De acordo com o engenheiro e gerente de planejamento em sinalizações da Emdurb, Aníbal dos Santos Ramalho, será feita uma pesquisa para saber a viabilidade de passar as ruas neste trecho, principalmente a Newton Prado, de mão dupla para via de direção única. Ou então a proibição de estacionar em um dos lados da via.