10 de julho de 2026
Nacional

Governo federal concede visto humanitário a ucranianos

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O governo de Jair Bolsonaro (PL) concedeu nesta quinta-feira visto humanitário a ucranianos, afetados pelo conflito armado com a Rússia, até o dia 31 de agosto de 2022. A portaria, assinada pelos ministros das Relações Exteriores, Carlos França, e da Justiça, Anderson Torres, foi publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União).

"O disposto nesta Portaria vigorará até 31 de agosto de 2022 e não afasta a possibilidade de outras medidas que possam ser adotadas pelo Estado brasileiro para a proteção dos nacionais ucranianos e apátridas residentes na Ucrânia", acrescenta.

Bolsonaro já havia dito que permitiria a entrada de ucranianos no Brasil através de vistos humanitários.

O Brasil já adotou medidas semelhantes em outros casos, como no de imigrantes haitianos e de refugiados sírios e, mais recentemente, de afegãos.

Apesar desse gesto de acolhimento dos ucranianos, o presidente tem defendido uma posição de neutralidade do Brasil no conflito entre Rússia e Ucrânia, por questões econômicas como a dependência do país em relação a fertilizantes de origem russa.

TELEFONEMA

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, conversaram ontem por telefone, sobre a crise na Ucrânia.

O Planalto e o Itamaraty não divulgaram informações sobre a conversa, mas os britânicos, informaram que os dois líderes "concordaram com a exigência de um cessar-fogo urgente".

"O primeiro-ministro disse que as ações do regime russo na Ucrânia são repugnantes. E acrescentou que civis inocentes estão sendo mortos, e cidades, destruídas, e que o mundo não pode permitir que a agressão do presidente [russo, Vladimir] Putin tenha sucesso", afirmou o governo do Reino Unido.

BRASIL É ALIADO VITAL

Boris disse a Bolsonaro que o Brasil foi um "aliado vital na Segunda Guerra Mundial" e que a voz do país "foi novamente crucial nesse momento de crise". O presidente brasileiro já se manifestou expressando "neutralidade" no conflito, mas o representante do país na ONU dirigiu críticas à guerra, votando a favor de uma resolução que pediu o fim da ocupação da Ucrânia por Moscou. "Juntos, o Reino Unido e o Brasil vão pedir o fim da violência", acrescentou Boris.