09 de julho de 2026
Nacional

Venda de fertilizantes é suspensa


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Brasília - Após a Rússia suspender a exportação de fertilizantes, embaixada diz que Brasil não será afetado. Todas as compras feitas pelo Brasil para este semestre estão suspensas.

A medida ocorre após o governo russo recomendar, nesta sexta-feira, que empresas do país suspendam exportações de fertilizantes. A reportagem apurou que a embaixada da Rússia teria garantido à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que o fornecimento dos produtos para o Brasil não seria interrompido. As dificuldades logísticas impostas pela guerra, no entanto, já preocupam o setor do agronegócio. 

A medida deve afetar diretamente o Brasil, que é grande importador desses insumos. O motivo da decisão, segundo nota do Ministério da Indústria e Comércio, é a desorganização da cadeia logística de exportação.

Com as draconianas sanções impostas a diversos setores da economia da Rússia, como punição pela guerra, transportadoras ocidentais suspenderam seus negócios com o país. Assim, navios de contêineres, caminhões e outras parte da engrenagem que leva o produto ao destino não operam mais em portos russos.

"Falhas no embarque de fertilizantes podem afetar diretamente a segurança nacional de vários países e causar graves consequências na forma de escassez de alimentos para centenas de milhões de pessoas já no médio prazo", diz a nota do ministério. No Brasil, o governo dá como certa a inflação ainda maior de alimentos.

MINISTRA

"Qual navio que vai para lá buscar o produto? A Rússia está com um problema grande. Não tem navio para fazer a rota. O problema começa com o seguro. Eles não conseguem quem faça esse seguro. Houve paralisação desse comércio por conta da guerra", disse Tereza Cristina. "Não é que a Rússia tenha suspendido algo para o Brasil. Neste momento, não tem ninguém indo lá buscar nada".

A pujança do setor de agro no Brasil passa pelos fertilizantes, dada a pobreza intrínseca do solo no país para esse tipo de insumo. Assim, 85% do que o país consome é importado.

A Associação Nacional para a Difusão de Adubos acredita que há estoques para três meses, mas a ministra garantiu ter reservas para até outubro.