10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bolsonaro sinaliza controle de preços de combustível

FolhaPress
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São Paulo - A disparada do preço do petróleo no mercado internacional provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia reaviva preocupações de investidores sobre o debate político quanto à paridade internacional de preços da Petrobras. As ações da companhia afundaram nesta segunda-feira (7) após o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter criticado o sistema que equipara o valor dos combustíveis no Brasil à flutuação da cotação da matéria-prima e do dólar.

Um possível embargo ocidental ao setor energético russo provocou a disparada dos preços do petróleo e do gás natural, assim como a queda das Bolsas ao redor do mundo.

O barril de Brent, referência para o preço mundial da commodity, chegou ao final desta segunda valendo US$ 123,89 (R$ 626,54) nesta tarde de segunda. No domingo (6) à noite, chegou perto dos US$ 140 (R$ 708), próximo do recorde de US$ 147,50 (R$ 746) de julho de 2008.

"Tem uma legislação errada feita lá atrás que você tem uma paridade com o preço internacional [dos combustíveis]. Ou seja, o petróleo ?o que é tirado do petróleo? leva-se em conta o preço fora do Brasil. Isso não pode continuar acontecendo", disse Bolsonaro, durante entrevista a uma rádio de Roraima.

Após as declarações, ainda pela manhã, os papéis da companhia iniciaram um movimento de queda. Ao final do pregão, a ações preferenciais da companhia (que não dão direito a voto, mas têm preferência no recebimento de dividendos) perderam 7,10%. Os papéis ordinários (com direito a voto) desabaram 7,65%.