11 de julho de 2026
Esportes

Sucesso faz Mercedes pagar taxa de R$ 24 milhões para correr na F1 em 2022


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Dizem que o sucesso tem seu preço e a Fórmula 1 leva a sério a frase: as taxas de inscrição que as equipes têm de pagar para participarem do campeonato são calculadas com base na quantia de pontos que cada time marcou no ano anterior. E cada ponto do campeão custa mais caro que os demais nessa conta.

Que o diga a Mercedes, que teve de pagar R$ 35.410 por cada um dos 613,5 pontos que marcou na temporada 2021. Foi um ano em que eles conquistaram o octacampeonato inédito, mas em que também viram sua estrela Lewis Hamilton ficar com o vice entre os pilotos. E a conta não para por aí. Todas equipes têm de pagar R$ 2,9 milhões apenas como uma taxa básica, além da cobrança por pontos.

Isso significa que a Mercedes teve de desembolsar mais de R$ 24,6 milhões para fazer sua inscrição, ou seja, mais de US$ 4,8 milhões, moeda com a qual a cobrança é contabilizada. Isso significa quase US$ 1 milhão a mais que a própria rival da Mercedes na disputa pelo título, a Red Bull.

Essa diferença é explicada pela taxa menor por ponto que todas as demais equipes têm de pagar: são "somente" R$ 29.500 por ponto conquistado. Isso significa que a inscrição da Red Bull rendeu aos cofres da Federação Internacional de Automobilismo R$ 20,2 milhões.

INVESTIMENTO E LUCRO

Uma equipe que desembolsou muito mais do que para disputar a temporada do ano passado foi a Ferrari, que mais do que dobrou a quantidade de pontos (131 em 2020 e 323,5 em 2021). Porém, isso não é um mau negócio para as contas da Scuderia, que pulou do sexto lugar em 2020 para o terceiro o ano passado. Isso porque as equipes recebem mais dinheiro vindo dos direitos comerciais da Fórmula 1, dependendo da posição do campeonato.

Esses números não são divulgados e dependem de quanto a categoria arrecadou no total. Em um cenário pré-pandemia, a diferença entre ser sexto e terceiro ficava acima de US$ 70 milhões, mas tudo indica que tenha sido muito menor nos últimos dois anos.

De qualquer maneira, a Ferrari definitivamente saiu no lucro, ao contrário da Red Bull, que manteve o segundo lugar e marcou 266,5 pontos a mais. Com isso, pagou mais de R$ 8 milhões a mais para a FIA.