10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Preço da gasolina chegaria a R$ 7,41

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Rio de Janeiro - A Fecombustíveis (Federação do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes) estima que o preço médio da gasolina no país subiria 12,7% nas bombas caso a Petrobras decidisse repassar integralmente a alta das cotações do petróleo após o início da guerra na Ucrânia.

Já o preço do diesel teria alta bem maior, de 29,4%. Ainda assim, o setor de combustíveis é contrário a medidas para controlar os preços, que poderiam por em risco o abastecimento nacional ao inviabilizar importações.

As projeções da Fecombustíveis consideram os preços médios verificados na semana passada pela pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), quando gasolina e diesel custavam, em média, R$ 6,577 e R$ 5,668 por litro, respectivamente.

Com uma elevação de 35% da gasolina pura nas refinarias para repassar as cotações internacionais, diz a entidade, o preço médio de bomba do produto passaria a R$ 7,409 por litro. No caso do diesel, o reajuste necessário nas refinarias seria de 51%, levando o preço médio de bomba a R$ 7,336 por litro, também se alterações nos valores dos outros componentes do preço.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) determinou, porém, a busca de alternativas para tentar impedir os repasses sem provocar grandes prejuízos à Petrobras.

A Petrobras defende um modelo semelhante ao adotado pelo governo Michel Temer durante a greve dos caminhoneiros, no qual recursos do Tesouro são usados temporariamente para compensar refinarias e importadores pela venda de produtos mais baratos do que no mercado internacional.