09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Solidão: estado de quem está só

Rios Pereira Veiga
| Tempo de leitura: 1 min

Quando fiquei só, depois do falecimento da minha esposa, após 50 anos de relacionamento, a tristeza se apoderou dos meus pensamentos. Minha esposa faleceu no dia cinco de novembro de 2021 e durante este pouco espaço de tempo em que estou só, pude entender que a vida é um fenômeno passageiro e que a morte é um fator natural porque um dia todos iremos nos encontrar com ela.

Sinto que não estou pronto para a morte... Espero viver ainda mais alguns anos e não tenho medo dela.

Estou satisfeito com o que fiz da minha vida, não a desperdicei, fiz dela o melhor que pude... Vivi com integridade e dignidade em companhia da minha esposa. Agora que não posso mais contar com a sua importante companhia, ainda vivenciando o sentimento de dor, confesso que meus pensamentos são de paz porque fiz tudo que pude para fazê-la feliz.

Acho que não fomos feitos para a solidão... Por isso, se você sofre porque perdeu uma pessoa querida, curta a sua dor, mas se abra para a vida porque não existe nada sem separação. Seja grato pelos momentos vividos! Agradecer é um bom motivo para você mostrar que está de bem com a vida.

Nunca deixe de sonhar, seja solidário, eleve as suas expectativas pessoais em busca de um crescimento enriquecedor, procure se relacionar com pessoas queridas e positivas, curta mais a sua companhia e se não tiver com quem ir a um jantar, vá com a pessoa mais fascinante que você conhece: Você!