09 de julho de 2026
Internacional

Otan faz exercício com 30 mil militares

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Oslo  - A Otan (aliança militar ocidental) inicia um grande exercício militar, com 30 mil soldados e o envolvimento de dois grupos de porta-aviões, na Noruega, país vizinho do norte da Rússia. Ele começa sua fase mais ativa na segunda (14) e vai durar um mês.

A manobra bienal Resposta Fria, que ocorre desde 2006, já estava prevista. Mas seu tamanho, inédito, parece ter sido feito para acompanhar a escalada militar de Vladimir Putin em torno da Ucrânia, que explodiu na guerra iniciada pela Rússia no vizinho em 24 de fevereiro.

Até aqui, o maior Reposta Fria havia ocorrido em 2020, com 16 mil militares. Neste ano, chama a atenção também a presença de soldados da Finlândia e da Suécia, países nórdicos que não são membros da aliança ocidental e que, à luz da crise no Leste Europeu, estão considerando a adesão.

E mais:  pode haver também adesão de soldados dos EUA. Nesta sexta-feira (11), soldados do Exército dos EUA foram fotografados entrando em um avião de transporte com destino à Europa para sua implantação lançada em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. Deixaram Savanah, na Geórgia, rumo à Polônia.

SEM PRAXE

A concentração de tropas foi informada à Frota do Norte da Rússia, que opera na mesma região ártica da Noruega, em janeiro. Moscou decidiu não enviar uma missão de observação, como seria praxe segundo a convenção que obriga esse tipo de controle em manobras com mais de 13 mil integrantes da qual é signatária.

Isso é problemático, por toda a animosidade que existe hoje entre russos e ocidentais acerca do tema Ucrânia. A Polônia, membro da Otan, vem tentando introduzir seus caças MiG-29 no conflito, algo barrado pelos Estados Unidos porque seria lido como uma declaração de guerra a Moscou. Nuclear, diga-se.

INTIMIDATÓRIA

Quando há observadores de outros países, é reduzida a margem para que movimentações sejam vistas como intimidatórias ou mesmo ofensivas. Com efeito, não havia ocidentais acompanhando as diversas manobras que ao fim ajudaram a montar a ofensiva de Putin na Ucrânia ao longo de quatro meses.

Ou seja, sempre há um risco aumentado de incidentes. Na semana passada, caças russos invadiram o espaço aéreo sueco por alguns instantes, levando a um alerta no país.