Brasília - Embora haja uma articulação dos militares para evitar a troca do general Joaquim Silva e Luna da presidência da Petrobras, oficiais não veem risco de crise com o presidente Jair Bolsonaro, caso ela ocorra.
Militares das mais altas patentes se juntaram para conter as articulações políticas pela retirada do general.
A movimentação defensiva surgiu no final de semana após filhos do presidente publicarem críticas contra a gestão de Silva e Luna em suas redes sociais.
Os oficiais reconhecem a mesma estratégia usada para desgastar o antecessor de Silva e Luna, Roberto Castello Branco: criticar a política de paridade de preços, os lucros dos acionistas e exigir a redução dos preços quando o barril de petróleo oscila para baixo. Os ataques partem do próprio presidente Jair Bolsonaro, para se descolar da crise provocada pelos reajustes.
Os esforços dos fardados têm sido no sentido de, pelo menos, não entregar a Petrobras para o centrão. Isso porque políticos ligados ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI) viram a crise como brecha para pressionar o presidente pela troca.