11 de julho de 2026
Política

Situação da ETE vai ser um dos temas em reunião com ex-ministro

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Um dos principais temas a serem debatidos durante visita do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles a Bauru deverá ser as questões ambientais pelo viés dos problemas enfrentados pelas cidades, especialmente ligados ao saneamento básico e a destinação dos resíduos sólidos. Salles estará em Bauru neste domingo (20) e se reúne com convidados para o encontro no Aeroclube, a partir das 11h. A reunião tem o apoio do Grupo Pecuária Brasil (GPB). Na série de encontros que tem promovido em cidades da região (já esteve em Arealva, Pirajuí e São Manuel), depois de Bauru ele irá a Duartina, Fernão, Cabrália Paulista, entre outras cidades próximas.

De acordo com o presidente do GPB, Oswaldo Furlan Júnior, o ex-ministro já demonstrou preocupação com a situação de Bauru em relação ao saneamento nas vezes em que esteve na cidade. A última foi no ano passado, quando concentrou sua visita na área onde está sendo construída a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa. "Ele vem com esta proposta de conversar com os cidadãos e saber das principais proposituras da cidade. Essa questão ambiental precisa ser resolvida em definitivo, já que se protela há muito tempo. Acho muito importante nos unirmos em favor de uma agenda positiva com relação a esta questão ambiental, que é tão importante para o setor do agronegócio quanto para o setor urbano", comentou Furlan.

Uma das atuações de Salles enquanto ministro, destacada por Furlan, foi sua atuação para aumentar a segurança no área rural. "Quando ele esteve em Bauru, há quatro anos, o tema da visita dele foi a segurança rural, porque naquela época estávamos tendo muitos casos de roubo de gado na região, e depois da atuação dele baixamos os índices de roubos e furtos", afirmou.

Entre os temas mais amplos a serem debatidos junto ao GPB, dois devem ter destaque. O primeiro, a importância da desmistificação de que o gado é o grande vilão na emissão de gases prejudiciais ao meio ambiente. "A pecuária responde apenas por 1,4% sobre o efeito estufa, e um estudo, que não é recente, mostra que após a criação do sistema de reformas de pastagem com o sistema ABC, este índice deve ser ainda menor", afirmou.

Outro ponto a ser debatido, de acordo com Furlan, é a pressão internacional para que o Brasil não tenha o desempenho que pode alcançar, tanto na agricultura quanto na pecuária, desfavorecendo o empresário do setor agro. "O lobby está bem claro para nós em segurar o crescimento do Brasil na agricultura, nas exportações de proteína vermelha e no desenvolvimento de novas tecnologias, que poderiam aumentar o seu rendimento. O Brasil é único que consegue fazer três safras no mesmo ano, por exemplo", comentou.