11 de julho de 2026
Nacional

Promotor acompanha investigação da morte de mulher de Renato Kalil

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O Ministério Público de São Paulo designou o promotor Fernando Bolque para acompanhar as investigações da morte de Ilana Kalil, mulher do médico Renato Kalil. Ela foi encontrada morta em casa na segunda em caso registrado como suicídio.

De acordo com integrantes do MPE, é comum a designação de um promotor para acompanhar casos sensíveis como este.

O marido foi denunciado por violência obstétrica pela influenciadora digital Shantal Verdelho. O Ministério Público de São Paulo e os hospitais Rede D'Or São Luiz e Albert Einstein estão investigando as denúncias contra o obstetra. Um processo tramita sob sigilo no Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). 

REDES SOCIAIS

A nutricionista Ilana Kalil, 40 anos, passou boa parte do fim de semana que antecedeu sua morte, na segunda (14), inconformada com o fato de amigas do casal terem confraternizado com a influenciadora Shantal Verdelho no casamento de Lu Tranchesi, outra influenciadora digital e herdeira da Daslu.

No sábado (12), de acordo com relatos de pessoas familiarizadas com o casal, Ilana acompanhou com especial atenção a cerimônia que selou a união de Lu Tranchesi com o empresário Rafael Luzzi, em São Paulo.

Ilana seguiu os registros pelo Instagram, e teria se mostrado inconformada com as imagens de pessoas com quem ela e o marido também já tinham convivido.

A nutricionista fez então postagens citando as amigas que estavam na festa, em tom de crítica. Depois, apagou as mensagens: Ilana era permanentemente aconselhada pela assessoria do médico a evitar referências a Shantal Verdelho e à investigação contra o marido.

REMÉDIOS

No depoimento que deu à polícia, na segunda (14), Renato Kalil fala que, na madrugada de segunda (14), Ilana estaria irritada por ter tido que apagar mensagens do Instagram. O último post dela, nos stories, dizia: "Fui censurada de novo. E lá vai... Quem viu, viu. Quem não viu, não vai ver mais. E viva a ditadura". Segundo interlocutores do casal, Ilana sempre chamava as orientações da assessoria do marido de "censura", mas em tom de brincadeira.

De acordo com familiares, a nutricionista tinha acompanhamento psiquiátrico por problemas anteriores aos causados pela denúncia contra o marido. O próprio Kalil disse à polícia que ela tomava remédios controlados.